Quem se vê no calçadão

No piso áspero, frio quando à sombra e quente queimante quando ao sol, entre as lajotas, as marcas, os vincos, as raízes, as pessoas que disputam o chão. Em uma calçada, no centro de uma cidade como Santa Maria, há muito mais do que passos apressados, passos de sapatos lustrosos caminhando na pressa cotidiana, passos de saltos altos elegantemente parando, de quando em quando, na frente das vitrines.

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O menino da carrocinha de lixo

Nova ImagemHavia um menino que todos os dias passava no mesmo lugar junto com seu pai. Observava tudo e todos ao redor antes de segurar as rédeas do cavalo que puxava a carroça sob ele, para seu pai, num movimento rápido e ágil que estava acostumado a fazer, trancando a respiração, entrar em mais um contêiner de lixo.  Continuar lendo “O menino da carrocinha de lixo”

Dia cinzento

Adoro dias como o dia de hoje. Início de setembro, final do inverno, é quase primavera. Há nuvens cinzentas por todo o céu, movendo-se numa velocidade quase apressada, mas sem deixar escapar nenhum pedacinho azul de céu. Os dias cinzentos são misteriosos, calmos… mas o de hoje tem algo a mais. Continuar lendo “Dia cinzento”

Coisas da cidade de Santa Maria

O barulho do trem às 2h da madrugada e às 6h45min. da manhã (e em outras horas do dia também). (piuuíí)

Saracuras cantando que estão fracas, de manhãzinha e à tardinha no riachinho do Bairro Fátima. Continuar lendo “Coisas da cidade de Santa Maria”

O Processo Maurizius, Jakob Wassermann

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No verão passado li o livro O Processo Maurizius, de Jakob Wassermann, um sucesso da literatura alemã. A história se passa no século XX e conta a história de um garoto de 16 anos, filho do juiz/barão/promotor da cidade. Garoto muito inteligente e um tanto autodidata, que sai em busca por respostas sobre um caso com que ele se deparou. Continuar lendo “O Processo Maurizius, Jakob Wassermann”

British English, what is it?

Tenho assistido a série Downton Abbey (muito muito boa!), filmes e documentários britânicos ultimamente e não tem como não se encantar com o sotaque do British English, Inglês Britânico. É possível notar e diferenciar de longe quando não é um americano falando e além do sotaque o Inglês Britânico é algo mais. Ou não é! Como você vai ver nesse texto do Denilson de Lima,  do Inglês na Ponta da Língua, que compartilho abaixo, entenda: Continuar lendo “British English, what is it?”

Saber fazer malabarismos

Quantas vezes temos de fazer malabarismo na vida? Quanto nosso sucesso nessa empreitada depende da nossa percepção sobre nossos comportamentos, nossas atitudes, sobre a forma como nos comunicamos? Tudo depende de como pensamos e nossos pensamentos tem a capacidade de nos fortalecer para continuar seguindo nossos sonhos, derrubando todos os obstáculos, um a um, por mais banais ou difíceis que eles pareçam.
Conhecer a si mesmo é o primeiro passo. Saber o que quer fazer, quem quer ser, é o segundo. Sabendo isso, o mais é detalhe, as circunstâncias que rodeiam, são detalhe, o tempo é detalhe.

Bibliotecas interessantes no Brasil

[OBS: Este é um post que será atualizado de tempo em tempo conforme a descoberta de novas bibliotecas]

Maravilhada com a grandeza da Biblioteca Bodleiana, comecei a pesquisar se aqui no Brasil existem bibliotecas desse tipo: antigas e cheias de história… Continuar lendo “Bibliotecas interessantes no Brasil”

A imagem de cabeçalho do Floreios & Borrões (antigo)

[Antes da reformulação do blog em 2018]

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Você pode pensar que a imagem escolhida para ser a capa do Floreios & Borrões é a foto daquela livraria que leva o mesmo nome no Beco Diagonal (Diagon Alley) nos filmes de Harry Potter mas não é. Apesar daquela livraria ser muito legal (!), não chegaria aos pés da dimensão dessa incrível Biblioteca da foto (claro, tirando o fato da magia). Mas, a foto não deixa de ter uma estreita ligação com o mundo mágico de Harry Potter. Continuar lendo “A imagem de cabeçalho do Floreios & Borrões (antigo)”

O Quarto Fechado, Lya Luft

Inspirada pelo site literário que venho acompanhando ferrenhamente nas últimas semanas, o Livro & Café da Francine Ramos, resolvi escrever um pouco sobre o livro que estou lendo. Comecei a ler ontem à noite o livro O Quarto Fechado, da Lya Luft e estou quase na metade do livro.

Um romance tenso, denso, angustiante, mas que você não consegue parar de ler, Lya Luft traz uma história de reflexões sobre a morte e a vida. Continuar lendo “O Quarto Fechado, Lya Luft”