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Lembro do cheiro torrado do café preto. Lembro do barulho que fez a térmica ao servir.

Lembro de ouvir passos antes de ver o vulto de alguém que acabara de passar.

Lembro do frio daquele gélido e estreito corredor de paredes duplas e pálidas.

Ele estava ali, logo à frente, alto, esguio, vestido de preto, escorado de lado na parede com um copo de café na mão, rindo baixinho, sorrindo pra mim.

Me olha densa-mente…

Seus olhos castanhos se fixam na minha mente, junto ao cheiro quente do café.

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