Doses de Leminski

Ontem terminei a leitura do livro Toda Poesia, de Paulo Leminski, publicado pela editora Companhia das Letras, que reúne todas a poesias de Paulo Leminski num calhamacinho de 421 páginas. Esse foi um livro lido em pequenas doses desde que ganhei de presente do meu padrinho (obrigada dindo!), pois são poesias curtas que você pode pegar de vez em quando e aleatoriamente (e de novo e de novo) e ler algumas. Continuar lendo “Doses de Leminski”

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Sensations Coffee

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O primeiro gole de café do dia

é mágico.

Aqueles segundos em que você sente na língua o sabor do primeiro gole de café,

líquido, quente, amargo, forte, torrado, aveludado, que aquece a boca, a língua, a garganta e o coração.

É como se naquele instante nada ao redor existisse,

só você e a xícara de café.

Sente-se invencível, acolhido, calmo, mas prestes a ficar atento.

Só é preciso estar consciente, presente nesse instante para perceber.

A sensação sempre está ali.

Smell it. Feel it. Taste it.

Sinta.

– Bibiana Rabaioli

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Fotos unsplash.com

Um lugar que eu te levaria para conhecer em Porto Alegre: Café & Prosa

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Queridos leitores do Floreios & Borrões, é com imensa alegria que eu volto a partilhar com vocês esse local que mexeu com o meu imaginário e sentimentos. Alguns chamam de coincidência, eu prefiro usar sincronia, o que me levou até o Café & Prosa na zona sul de Porto Alegre.

Sabe aqueles lugares que você bate o olho e fica instantaneamente querendo conhecer? E assim o relacionamento começou. Vi no face da Bibi, criadora do Floreios & Borrões, uma matéria da RBS sobre esse café florido que é praticamente um oásis na cidade de Porto Alegre.

Sim meus amigos, um café dentro de uma floricultura! Você consegue imaginar? Continuar lendo “Um lugar que eu te levaria para conhecer em Porto Alegre: Café & Prosa”

Um café

Lembro do cheiro torrado do café preto. Lembro do barulho que fez a térmica ao servir.

Lembro de ouvir passos antes de ver o vulto de alguém que acabara de passar.

Lembro do frio daquele gélido e estreito corredor de paredes duplas e pálidas.

Ele estava ali, logo à frente, alto, esguio, vestido de preto, escorado de lado na parede com um copo de café na mão, rindo baixinho, sorrindo pra mim.

Me olha densa-mente…

Seus olhos castanhos se fixam na minha mente, junto ao cheiro quente do café.